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segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Para aquela que chove por dentro.


Tenho certeza que o nosso encontro estava escrito, você era como água no deserto, uma miragem. Uma água tão pura que quando se olha, esquece de beber, sabe? Mas eu bebi, até o último gole. Despeço-me com a certeza de que absorvi de você o máximo que pude. As lembranças eu levo comigo, são minhas. Lembranças da menina com olhos miúdos e sorriso grande, porém tímido, cercada de gente e dançando a sua própria dança. Era a mais bonita, e dava pra ver de fora como era linda por dentro. Tentei disfarçar, tentei não pensar, mas na primeira possibilidade de contato me joguei no mar sem fim, e mergulhei. Foram noites em claro tentando beber toda aquela água, queria beber em um gole só, e quanto mais bebia, mais percebia que não tinha fim, a fonte não secava nunca. 1948, Isabelle, Lucy Rose, The spy, Roads, milhões de músicas, trilhões de sensaçôes, sorrisos arrancados, suspiros dados, internet caindo, pai acordando, computador desligando, mistério, mistério, mistério. Os olhos de ressaca me chamavam. Lembro da primeira vez que nos encontramos, mãos tremendo, silêncios, orla, música rolando (e quem ouviu?), a única coisa que eu escutava era aquela respiração. Entorpecida por todas essas sensações, ela me guiava ao atravessar a rua. Medo dos pais estarem acordados, mas "depois daquela noite, quem se importava com isso?", disse. Eu me importava. Importava-me com a possibilidade absurda de nunca mais vê-la. Como se ela fosse uma criança que a qualquer momento pudesse ficar de castigo em casa. O frescor adolescente era tão grande que me trazia esse delírio. Cinema do museu, mas que filme? O único que me interessava era o filme no qual ela fosse a protagonista, e poderia ser a Anna Karenina de Godard, poderia ser a Eva Green de Bertolucci, poderia ser a protagonista da minha vida. A tarde passou que nem sentimos, os olhares das pessoas já nem incomodavam mais, foram horas de conversa, cervejas, cigarros, todos os assuntos poderiam ser abordados (quase nenhum respondido, posto que não poderia ser encerrado), menos temas sobre vegetarianismo. Todas as respostas eram reticentes... voltei para casa com a sensação de que sabia menos ainda sobre ela, e nunca imaginei que eu, obcecada por respostas, fosse gostar de uma sensação como esta. Nos outros encontros as reticências continuavam... amor, prazer e medo. Amei muito aquela que me deu tanto prazer, e, por medo, a perdi. Mas as lembranças, levo comigo. Sempre vou lembrar dela como aquela menina que se envergonhava de ser tão linda, pedindo-me para apagar a luz. Aquela que olhava nos olhos e parecia que queria roubar minha alma. Aquela que se empolgava cortando frutas, e mais ainda querendo vencer. Aquela que era capaz de chegar cansada em casa e ainda lembrar que eu tava precisando de arroz. Aquela que me fez virar noites ao telefone, pela primeira vez. Aquela com quem compartilhei meus segredos mais íntimos. Aquela que compartilhou os dela comigo. Como aquela que gostava de dias cinzas e chuvosos. Aquela que chovia por dentro e transbordava de amor.

Posted by eu? @ 22:09
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quarta-feira, 30 de maio de 2012

Silêncios de ressaca

No princípio era o mistério. E eu achava aquilo desafiador e excitante, parecia que ela queria me puxar para dentro dela, como uma onda que regressa ao mar, e volta arrastando tudo: areia, alga, sujeira, nada. Silêncios de ressaca, sabe? O mistério estava justamente no silêncio, no indizível das coisas. O silêncio era o que sugava, de certa maneira. O problema é que com a mesma força que puxava, passou a sentir-se invadido. Ora, que contradição! Para quê puxar se não quer ser invadido? Mistérios deveriam existir para serem solucionados, não? Aquilo ia de encontro a toda a minha lógica. Contradição ambulante, carregando consigo tudo que conseguia, e até mais do que queria. O que queria? Será que sabia? Vai ver gosta de alga, mas detesta areia. Mas olha, sempre achei que era melhor levar sujeira do que nada. Talvez se fosse dia 2 de fevereiro levaria algo mais bonito.

Posted by eu? @ 10:16
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quarta-feira, 28 de abril de 2010

Sobre o fim (?)

Porque tudo tem um fim, né? E isso é muito estranho, porque a gente sempre se joga nas coisas como se elas nunca fossem acabar. O que, na verdade, é muito natural, visto que se tivéssemos a certeza que as coisas são perecíveis, nem tentaríamos nada; aliás, a vida existiria? Imagine você, se soubesse que aquele emprego não daria certo, que aquele namoro terminaria em gritos, que aquela amizade seria selada com uma traição, você entraria nessas situações? Acredito que não. Eu, pelo menos, manter-me-ia longe delas. E, digo mais, se achássemos mesmo que tudo é perecível ao tempo, nada teria graça. Sendo assim, espero nunca perder a fé na eternidade das coisas, porque é isso que me faz viver tudo intensamente.
Tá que, depois de um tempo, você introjeta a ideia de eternidade, né? E fica cada vez mais difícil se desligar daquele namoro que não dá mais certo, daquele trabalho que te desgasta - não vou falar das amizades porquê, se pararmos pra reparar, são mais fáceis de serem rompidas, apesar de todos dizerem que amizade é eterna, talvez por serem mais definitivas, objetivas. A culpa é da introjeção da eternidade, viu? Chega a parecer que estamos sendo infiéis a nós mesmos se deixarmos as coisas chegarem ao fim, porque afirmamos tantas vezes que seria "pra sempre".
Pra mim, o "pra sempre" nunca acaba. O que acontece é que as pessoas mudam, sendo assim, a relação que você tinha com aquela pessoa por quem você se apaixonou nunca acaba. Mas depois de um tempo é como se essa pessoa tivesse morrido, de tão diferente que ela se torna. E acredite, não tem volta. Mas o amor? O amor não acaba, ele está nas lembranças.

Posted by eu? @ 19:45
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terça-feira, 4 de dezembro de 2007

dor.

Às vezes você sente como se tivesse alguém espremendo seu coração tão forte que ele mal consegue bater. Você sente que tá ficando bem pequenininha, tão pequenininha que não consegue fazer nada. Você sente como se todas as suas forças tivessem ido embora e você mal tem forças pra chorar. Eu me sinto assim muitas vezes. Algumas pessoas dizem que sou fria, e que não choro... como se nada me abalasse! Tudo me abala, repito mil vezes. E se eu choro pouco é porque as coisas me abalam tanto que eu não consigo nem chorar. E isso é pior do que chorar, eu aposto qualquer coisa. As lágrimas ficam entaladas na garganta provocando uma dor física mesmo, além da psicológica. E dói tanto, que às vezes é preciso gritar, segurar-se em qualquer coisa. Eu queria mesmo ter algo que me segurasse.

Posted by eu? @ 08:58
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4!

Tem dias que você acorda com vontade de dormir. Tem dias que você acorda com vontade de tomar sorvete. Tem dias que você acorda com vontade de assistir ao seu filme preferido. Tem dias que você acorda com vontade de conhecer pessoas interessantes. Tem dias que você acorda com vontade da outra pessoa. Foi deste jeito que acordei hoje. Estou com vontade de você. Com vontade de conhecer você. Com vontade de ver um Fellini com você. Com vontade de tomar sorvete com você. Com vontade de dormir com você. Dormir e acordar. Dormir e acordar. Dormir e acordar. Dormir e acordar. Todos os dias. Se bem que com você eu nunca sei se estou dormindo ou acordada... às vezes acho que você é fruto da minha imaginação, sabe? Se não for isso, eu estou realmente sonhando, e neste sonho eu posso ser tudo que eu quiser. Se eu tenho você, posso qualquer coisa. Você não existe, definitivamente. E quando alguém me disser isso eu vou. PLAC. Pedaços. Por quê? Porque eu nunca encontrei alguém que me interessasse por mais de uma semana. Sim, eu sou chata com essas coisas. Eu enjôo das pessoas com quem me relaciono, e isso é uma constante. Você é a exceção. Você pode passar uma semana falando, sem parar, e eu não estarei entediada. E digo mais, quanto mais você falar, mais estarei interessada. Não sei como você não percebe isso. Tenho que transbordar mais? Algo me diz que tem que ser com você. Que se eu deixar você sair da minha vida, eu vou. PLAC. Pedaços de novo. E é por isso que não deixo. Você é pra sempre.

Posted by eu? @ 08:57
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domingo, 18 de novembro de 2007

Aquele era o pior dia de sua vida.

Era o tipo de pessoa que não precisava de ninguém, tão auto-suficiente que dava dó. Chegou em casa e abriu a porta: nada, ninguém. Em outras épocas [todas as anteriores, diga-se de passagem] acharia isso o máximo. Chegaria em casa, tiraria a roupa, colocaria o som no volume máximo, ligaria o computador pra jogar qualquer conversa fora até ficar com sono e depois dormiria. A época é outra. Ou ela o é. A questão é que estava tudo escuro, e não só aquela sala verde, nem o quarto laranja, nem o roxo, nem nenhuma cor. Estava tudo escuro por dentro. Vácuo. Aquele era o pior dia de sua vida. Abriu a porta, as pernas andaram, não eram suas, e caiu no sofá. Quando voltou a si pensou que aquele era o pior lugar que poderia ter escolhido para ficar, lembrou do dia que estava rindo, acompanhada, deitada naquele mesmo lugar, tentando manter as coisas no lugar, era até bonitinho, mas já não funcionava. Aquele era o pior dia de sua vida. Achava que não podia mais fazer nada. Lágrimas no sofá, caminhou até o quarto, deu de cara com aquelas havaianas vermelhas e pensou que só poderia ser piada. Encostada na porta, olhava as havaianas, levantou o olhar pra cama, e pensou que aquele, definitivamente, era o pior lugar. Fechou a porta e não queria ver mais nada para além dela. Aquele era o pior dia de sua vida. Entrou no outro quarto e deu de cara com os presentes, olhou para as camas e pensou que ali também era um péssimo lugar pra ficar. Nem os banheiros se safavam. Nem a cozinha. Nada. Não tinha mais onde ficar. Não tinha nada. Não tinha mais nem a si mesma, o que percebeu assim que deu de cara com o espelho. Estava sumindo a cada dia. Sua avó notaria imediatamente, mas ela não tinha ninguém. Todos estavam longe. Nunca havia se sentido tão sozinha em toda a sua vida, talvez porque isso não a incomodasse antes. Questão é que agora incomodava. Tinha se tornado muito sentimental nos últimos tempos. Tudo a desmanchava. Desabava com qualquer beliscão. Aquela casa nunca a vira desmanchar tanto. Aquele era o pior dia de sua vida. Parada no meio da sala, percebeu que não estava sozinha, e ficou mais incomodada do que antes. Aquelas coisas iam preenchendo a casa toda. Grudavam no seu corpo, junto com as lágrimas. Preenchiam o chão. As paredes. O teto. O sofá. As janelas. As portas. As camas. Os livros. Aquelas coisas tomavam parte de tudo. Olhavam pra ela, rindo, enquanto ela ia fundindo-se ao chão. Sumiu completamente. As coisas ficaram. As memórias ficaram. Aquele era o pior dia de sua vida.

Posted by eu? @ 19:07
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terça-feira, 30 de outubro de 2007

3!

Terça-feira. O celular tocou e ela acordou com aquele toque personalizado já conhecido. Olhou pra janela e pensou em como estava lindo o contraste do céu totalmente azul com as folhas bem verdes. “Dia perfeito”, pensou. Disse para si mesma, em alto e bom tom: “ACORDA”. Havia lido em uma apostila de Análise do Comportamento sobre “auto-controle” que funcionava. Não houve resposta. “Skinner equivocou-se”, pensou. Reprimiu-se imediatamente pelo pensamento, ainda assim voltou a dormir. Trinta minutos se passaram, e ela acordou novamente. De súbito, deu um pulo da cama, quase 7 horas. “Meu Deus, a aula!”. Ao passar de um quarto para o outro, ouviu o telefone tocar. Trôpega, foi atender. “Quem será a esta hora?!”, perguntou-se. Não era o mesmo toque, mas era a mesma pessoa. Olhou novamente pra janela e pensou que o dia estava realmente perfeito. “Ocupada?”, ouviu. “Acordei!”, respondeu. Conversa vai, conversa vem, mil coisas passaram pela cabeça, e só pela cabeça. Era tanta coisa junta, que ela não conseguia organizar. Não conseguia projetar para fora de si. Esqueceu-se completamente da aula. Não queria mais aula. Não queria mais nada. A única coisa que queria era passar a terça-feira todinha ouvindo aquela voz. E não só a terça-feira. Todos os dias de sua vida. Mas a voz tinha que desligar. Com o sorriso estampado no rosto tomou banho, comeu, escovou os dentes, foi pra aula. Passou a manhã toda fazendo tanta coisa, e nada ao mesmo tempo. A voz ainda ressoava ao seu ouvido. E era a voz mais linda que já ouvira. Desde sempre. Desde quando ela escutava a voz de longe e as borboletas se remexiam em sua barriga, e ela não sabia o que fazer com elas. Queriam voar. Juntavam-se todas num vermelho intenso que enrubescia sua face. Chegou em casa, almoçou e saiu, ouvindo música. Não deixava as músicas terminarem. Nenhuma melodia superava aquela voz. “E pra quê ouvir tanta música?”, questionou-se, e a ausência de resposta foi a própria resposta. Deixou de ouvir músicas. Deixou de ouvir tudo. Ou melhor, quase tudo. A voz latejava nos seus ouvidos. Penetrava-os. Deixava-a tonta. Desmanchar-se-ia, se não se apoiasse em algum lugar. Ou quem sabe sairia flutuando, ao encontro daquela voz. Sim, era isso que ela queria. A tarde passou, nem sentiu. Pensamento fixo na voz. “Estou tendo alucinações auditivas?”, perguntou-se, amedrontada. Passou dias ouvindo a voz. Consultou todos os psiquiatras da cidade. Ninguém conseguia explicar o fenômeno. A voz persistia. Tatuagem. Persistia. Tatuagem. Persistia. Tatuagem. Tornou-se a própria voz.

Posted by eu? @ 18:19
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terça-feira, 16 de outubro de 2007

[...]

O que me incomoda é o incômodo.

incômodo[Do lat. incommodu.]Adjetivo 1.Que não oferece comodidade: cadeira incômoda. 2.Que incomoda; que é desagradável, desconfortável: posição, postura incômoda. 3.Que enfada, aborrece; enfadonho, molesto: presença incômoda. 4.Que causa transtorno, maçada; importuno. 5.Que embaraça, que traz dificuldades: situação incômoda. [Sin. ger.: incomodativo e (p. us.) incomodador, incomodante.] Substantivo masculino 6.Doença ligeira; indisposição. 7.Fluxo menstrual. V. menstruação (1). 8.Trabalho, fadiga, canseira. 9.Transtorno, perturbação, importunação, maçada. 10.Estorvo, dificuldade, embaraço. [Cf. incomodo, do v. incomodar.]

É aquela tecla que você tem que ficar batendo, e batendo, e batendo, e batendo, e batendo [ad infinitum]... isso me incomoda.

[tinha escrito mil coisas, mas acho que acordei meio reservada hoje...]

Posted by eu? @ 08:33
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segunda-feira, 1 de outubro de 2007

Ciúme...

é quando você pensa
que aquele vento que agita o cabelo da pessoa amada
vai fazer com que ela saia flutuando
e nunca mais volte pra você...

Posted by eu? @ 15:55
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sábado, 29 de setembro de 2007

Bagunça.

Ela entrou naquela sala, outrora branca, e pensou: a sala está roxa e ainda assim tudo está bagunçado. Antigamente, quando era branca, tudo era uma bagunça, mas isso era normal. Estava acostumada com a bagunça branca. Mas bagunça roxa?! Definitivamente era estranho, e não pretendia se acostumar a isso, não queria, não gostava de bagunças, roxa então! Tentava desesperadamente arrumar as coisas, mas caía um papel aqui, um lápis ali, fotos do outro lado. As coisas não ficavam em seus lugares. Ela tentava todos os tipos de cola, fita adesiva, tudo que prendesse as coisas em seus devidos lugares. Nada adiantava. E agora, o que fazer? Bagunça roxa, definitivamente não! À medida que ela tentava colar, parecia que as coisas ficavam mais revoltadas e se negavam a ficar onde ela tentava colocar. Seria uma revolta contra ela? Parecia. Então, ela decidia deixar tudo como estava e saía.
Quando chegava na rua, tudo estava bagunçado também, na mesma proporção que a sua sala. Ela se perguntava: "será que se eu conseguisse arrumar as coisas na minha sala, as coisas aqui fora seriam arrumadas também?". Não conseguia obter nenhuma resposta, até porque já tentara arrumar a sala e era um trabalho em vão. E se ela ficasse parada esperando tudo se consertar sozinho, será que isto aconteceria? Não sabia. Ela não sabia de nada. Até o que sabia estava bagunçado. E se ela começasse por sua cabeça? As coisas bagunçavam sua cabeça. Iam e voltavam. Rodavam. Não permaneciam, saíam. Ela tinha que correr atrás das coisas e trazê-las de volta. Essas coisas não voltavam sozinhas, e ela era insistente. Mas as coisas não queriam mesmo voltar. "Que coisas chatas", pensava! Parecia que ela corria tanto atrás das coisas que as coisas não sabiam mais voltar sozinhas. Mas ela ia se cansando e cansando e cansando...


"You got a hole in your heart
I'll find a four leaf clover..."

Posted by eu? @ 15:16
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quinta-feira, 20 de setembro de 2007

...

"E eu não sei que hora dizer
Me dá um medo... que medo
É que eu preciso dizer que eu te amo
Te ganhar ou perder sem engano
É eu preciso dizer que eu te amo
Tanto..."

Posted by eu? @ 13:24
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segunda-feira, 17 de setembro de 2007

Paixão roxa.


E é quando eu penso em você que brotam espaços roxos em meu pensamento. Espaços que se juntam e formam a sua imagem. Não sei se é porque você gosta de roxo, ou se é porque eu gosto, ou ambas as coisas. A sua imagem fica flutuando em meu pensamento, e é tão bom. Como aquela vez que estávamos na barquinha, vendo o pôr-do-sol, e você tirava fotos minhas. Ou como quando eu seguro as suas mãos e elas não suam porque você detesta mãos suadas, e as minhas suam escondidas. Ou como quando você sorri com os olhos e é a coisa mais linda do mundo. Ou como quando você passa o dia comigo. Ou como quando a gente assiste a um filme. Ou como quando você me abraça e é o melhor abraço do mundo, porque é o mais forte e intenso e eu consigo sentir você por dentro, mesmo com meus olhos de ressaca eu sinto você com os olhos, boca, corpo, tudo. E você ainda me parece tão frágil, como a primeira vez que nos beijamos, depois de tanta hesitação e racionalização (da minha parte). E dá taaanta vontade de cuidar que eu penso que a minha vida inteira não seria suficiente para isso. E eu sinto TANTA vontade de estar perto que mesmo que você passasse todos os dias de sua vida comigo, não seria o suficiente. E eu me sinto tão egoísta querendo que você passe... =/

Posted by eu? @ 09:59
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sexta-feira, 7 de setembro de 2007

Eu me prendo tanto a detalhes, que às vezes parece que vou ficar louca...
Merda de detalhes idiotas, viu?!

Posted by eu? @ 23:54
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terça-feira, 4 de setembro de 2007

Transposição alterada...

Tem um amigo meu que diz que eu não gosto de nada que todo mundo gosta, que gosto do diferente... será que ele tá certo? Não, eu não sei a resposta. Às vezes eu me acho igual a todo mundo e em outras, totalmente diferente. Gosto do diferente sim, mas nem sempre. Por exemplo, quase todo mundo tem um blog e até eu mesma já o tive. E aqui estou, novamente tentando transpor meus pensamentos confusos para algum lugar.
Acho que aprendi a terminar as coisas que começo. Algumas coisas têm que terminar.
Eu já sei o que acontece comigo. E você me ajudou com isso também. O que eu penso continua mudando, mas não tão constantemente como quando eu era uma perdida no mundo. Agora eu me encontrei em você [que clichê].
Eu, definitivamente, discordo de mim mesma, e nós brigamos muito por isso. Continuo achando que é coisa de signo, viu? Mesmo que você não acredite nisso... mas também, depois daquela vez que brigamos por causa de uma merda de um horóscopo, nem sei se continuo acreditando. Mas tem coisas que eu tenho certeza, e uma delas é que eu amo você.

Posted by eu? @ 18:22
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A historinha...




"Um dia Paulo apareceu na casa dela, tomando-a de supresa. Ele não era mais o mesmo, seu cabelo, que antes era de um negro tão intenso que beirava o azul, agora estava quase todo grisalho, mas o jeito de fumar era o mesmo, aquele cigarro no canto esquerdo da boca era inconfundível. Era ele.
Ela também não era mais a mesma. Agora se vestia de maneira recatada e não usava mais os cabelos soltos. Contida. Mas o batom forte nos lábios também era um vestígio de uma outra época. Vermelho intenso.
Desde que Paulo a tinha trocado pela outra, ela tinha ficado assim, e agora ele aparecia inesperadamente, como se nada tivesse acontecido. E aconteceu? Aquela expressão cínica no rosto dele era demais para ela. Sentiu uma repulsa incontrolável, nada havia restado além disso. Mandou-o embora e trancou todas as portas.
Paulo nunca mais apareceu, e ela nunca mais saiu de casa, mas passou a vestir-se como antes e se olhava no espelho todos os dias. Vestido florido, cabelo solto, batom vermelho. Ela estava satisfeita."

Posted by eu? @ 17:42
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Local: Salvador, Bahia, Brazil

Uma metamorfose ambulante.

Dicas ;)

. Nallim e Caio
. Ramon
. Slashzinha

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