segunda-feira, 24 de setembro de 2012
Para aquela que chove por dentro.
Posted by eu? @ 22:09
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quarta-feira, 30 de maio de 2012
Silêncios de ressaca
No princípio era o mistério. E eu achava aquilo desafiador e excitante, parecia que ela queria me puxar para dentro dela, como uma onda que regressa ao mar, e volta arrastando tudo: areia, alga, sujeira, nada. Silêncios de ressaca, sabe? O mistério estava justamente no silêncio, no indizível das coisas. O silêncio era o que sugava, de certa maneira. O problema é que com a mesma força que puxava, passou a sentir-se invadido. Ora, que contradição! Para quê puxar se não quer ser invadido? Mistérios deveriam existir para serem solucionados, não? Aquilo ia de encontro a toda a minha lógica. Contradição ambulante, carregando consigo tudo que conseguia, e até mais do que queria. O que queria? Será que sabia? Vai ver gosta de alga, mas detesta areia. Mas olha, sempre achei que era melhor levar sujeira do que nada. Talvez se fosse dia 2 de fevereiro levaria algo mais bonito.
Posted by eu? @ 10:16
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quarta-feira, 28 de abril de 2010
Sobre o fim (?)
Porque tudo tem um fim, né? E isso é muito estranho, porque a gente sempre se joga nas coisas como se elas nunca fossem acabar. O que, na verdade, é muito natural, visto que se tivéssemos a certeza que as coisas são perecíveis, nem tentaríamos nada; aliás, a vida existiria? Imagine você, se soubesse que aquele emprego não daria certo, que aquele namoro terminaria em gritos, que aquela amizade seria selada com uma traição, você entraria nessas situações? Acredito que não. Eu, pelo menos, manter-me-ia longe delas. E, digo mais, se achássemos mesmo que tudo é perecível ao tempo, nada teria graça. Sendo assim, espero nunca perder a fé na eternidade das coisas, porque é isso que me faz viver tudo intensamente.
Posted by eu? @ 19:45
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terça-feira, 4 de dezembro de 2007
dor.
Às vezes você sente como se tivesse alguém espremendo seu coração tão forte que ele mal consegue bater. Você sente que tá ficando bem pequenininha, tão pequenininha que não consegue fazer nada. Você sente como se todas as suas forças tivessem ido embora e você mal tem forças pra chorar. Eu me sinto assim muitas vezes. Algumas pessoas dizem que sou fria, e que não choro... como se nada me abalasse! Tudo me abala, repito mil vezes. E se eu choro pouco é porque as coisas me abalam tanto que eu não consigo nem chorar. E isso é pior do que chorar, eu aposto qualquer coisa. As lágrimas ficam entaladas na garganta provocando uma dor física mesmo, além da psicológica. E dói tanto, que às vezes é preciso gritar, segurar-se em qualquer coisa. Eu queria mesmo ter algo que me segurasse.
Posted by eu? @ 08:58
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4!
Tem dias que você acorda com vontade de dormir. Tem dias que você acorda com vontade de tomar sorvete. Tem dias que você acorda com vontade de assistir ao seu filme preferido. Tem dias que você acorda com vontade de conhecer pessoas interessantes. Tem dias que você acorda com vontade da outra pessoa. Foi deste jeito que acordei hoje. Estou com vontade de você. Com vontade de conhecer você. Com vontade de ver um Fellini com você. Com vontade de tomar sorvete com você. Com vontade de dormir com você. Dormir e acordar. Dormir e acordar. Dormir e acordar. Dormir e acordar. Todos os dias. Se bem que com você eu nunca sei se estou dormindo ou acordada... às vezes acho que você é fruto da minha imaginação, sabe? Se não for isso, eu estou realmente sonhando, e neste sonho eu posso ser tudo que eu quiser. Se eu tenho você, posso qualquer coisa. Você não existe, definitivamente. E quando alguém me disser isso eu vou. PLAC. Pedaços. Por quê? Porque eu nunca encontrei alguém que me interessasse por mais de uma semana. Sim, eu sou chata com essas coisas. Eu enjôo das pessoas com quem me relaciono, e isso é uma constante. Você é a exceção. Você pode passar uma semana falando, sem parar, e eu não estarei entediada. E digo mais, quanto mais você falar, mais estarei interessada. Não sei como você não percebe isso. Tenho que transbordar mais? Algo me diz que tem que ser com você. Que se eu deixar você sair da minha vida, eu vou. PLAC. Pedaços de novo. E é por isso que não deixo. Você é pra sempre.
Posted by eu? @ 08:57
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domingo, 18 de novembro de 2007
Aquele era o pior dia de sua vida.
Era o tipo de pessoa que não precisava de ninguém, tão auto-suficiente que dava dó. Chegou em casa e abriu a porta: nada, ninguém. Em outras épocas [todas as anteriores, diga-se de passagem] acharia isso o máximo. Chegaria em casa, tiraria a roupa, colocaria o som no volume máximo, ligaria o computador pra jogar qualquer conversa fora até ficar com sono e depois dormiria. A época é outra. Ou ela o é. A questão é que estava tudo escuro, e não só aquela sala verde, nem o quarto laranja, nem o roxo, nem nenhuma cor. Estava tudo escuro por dentro. Vácuo. Aquele era o pior dia de sua vida. Abriu a porta, as pernas andaram, não eram suas, e caiu no sofá. Quando voltou a si pensou que aquele era o pior lugar que poderia ter escolhido para ficar, lembrou do dia que estava rindo, acompanhada, deitada naquele mesmo lugar, tentando manter as coisas no lugar, era até bonitinho, mas já não funcionava. Aquele era o pior dia de sua vida. Achava que não podia mais fazer nada. Lágrimas no sofá, caminhou até o quarto, deu de cara com aquelas havaianas vermelhas e pensou que só poderia ser piada. Encostada na porta, olhava as havaianas, levantou o olhar pra cama, e pensou que aquele, definitivamente, era o pior lugar. Fechou a porta e não queria ver mais nada para além dela. Aquele era o pior dia de sua vida. Entrou no outro quarto e deu de cara com os presentes, olhou para as camas e pensou que ali também era um péssimo lugar pra ficar. Nem os banheiros se safavam. Nem a cozinha. Nada. Não tinha mais onde ficar. Não tinha nada. Não tinha mais nem a si mesma, o que percebeu assim que deu de cara com o espelho. Estava sumindo a cada dia. Sua avó notaria imediatamente, mas ela não tinha ninguém. Todos estavam longe. Nunca havia se sentido tão sozinha em toda a sua vida, talvez porque isso não a incomodasse antes. Questão é que agora incomodava. Tinha se tornado muito sentimental nos últimos tempos. Tudo a desmanchava. Desabava com qualquer beliscão. Aquela casa nunca a vira desmanchar tanto. Aquele era o pior dia de sua vida. Parada no meio da sala, percebeu que não estava sozinha, e ficou mais incomodada do que antes. Aquelas coisas iam preenchendo a casa toda. Grudavam no seu corpo, junto com as lágrimas. Preenchiam o chão. As paredes. O teto. O sofá. As janelas. As portas. As camas. Os livros. Aquelas coisas tomavam parte de tudo. Olhavam pra ela, rindo, enquanto ela ia fundindo-se ao chão. Sumiu completamente. As coisas ficaram. As memórias ficaram. Aquele era o pior dia de sua vida.
Posted by eu? @ 19:07
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terça-feira, 30 de outubro de 2007
3!
Terça-feira. O celular tocou e ela acordou com aquele toque personalizado já conhecido. Olhou pra janela e pensou em como estava lindo o contraste do céu totalmente azul com as folhas bem verdes. “Dia perfeito”, pensou. Disse para si mesma, em alto e bom tom: “ACORDA”. Havia lido em uma apostila de Análise do Comportamento sobre “auto-controle” que funcionava. Não houve resposta. “Skinner equivocou-se”, pensou. Reprimiu-se imediatamente pelo pensamento, ainda assim voltou a dormir. Trinta minutos se passaram, e ela acordou novamente. De súbito, deu um pulo da cama, quase 7 horas. “Meu Deus, a aula!”. Ao passar de um quarto para o outro, ouviu o telefone tocar. Trôpega, foi atender. “Quem será a esta hora?!”, perguntou-se. Não era o mesmo toque, mas era a mesma pessoa. Olhou novamente pra janela e pensou que o dia estava realmente perfeito. “Ocupada?”, ouviu. “Acordei!”, respondeu. Conversa vai, conversa vem, mil coisas passaram pela cabeça, e só pela cabeça. Era tanta coisa junta, que ela não conseguia organizar. Não conseguia projetar para fora de si. Esqueceu-se completamente da aula. Não queria mais aula. Não queria mais nada. A única coisa que queria era passar a terça-feira todinha ouvindo aquela voz. E não só a terça-feira. Todos os dias de sua vida. Mas a voz tinha que desligar. Com o sorriso estampado no rosto tomou banho, comeu, escovou os dentes, foi pra aula. Passou a manhã toda fazendo tanta coisa, e nada ao mesmo tempo. A voz ainda ressoava ao seu ouvido. E era a voz mais linda que já ouvira. Desde sempre. Desde quando ela escutava a voz de longe e as borboletas se remexiam em sua barriga, e ela não sabia o que fazer com elas. Queriam voar. Juntavam-se todas num vermelho intenso que enrubescia sua face. Chegou em casa, almoçou e saiu, ouvindo música. Não deixava as músicas terminarem. Nenhuma melodia superava aquela voz. “E pra quê ouvir tanta música?”, questionou-se, e a ausência de resposta foi a própria resposta. Deixou de ouvir músicas. Deixou de ouvir tudo. Ou melhor, quase tudo. A voz latejava nos seus ouvidos. Penetrava-os. Deixava-a tonta. Desmanchar-se-ia, se não se apoiasse em algum lugar. Ou quem sabe sairia flutuando, ao encontro daquela voz. Sim, era isso que ela queria. A tarde passou, nem sentiu. Pensamento fixo na voz. “Estou tendo alucinações auditivas?”, perguntou-se, amedrontada. Passou dias ouvindo a voz. Consultou todos os psiquiatras da cidade. Ninguém conseguia explicar o fenômeno. A voz persistia. Tatuagem. Persistia. Tatuagem. Persistia. Tatuagem. Tornou-se a própria voz.
Posted by eu? @ 18:19
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terça-feira, 16 de outubro de 2007
[...]
O que me incomoda é o incômodo.
Posted by eu? @ 08:33
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segunda-feira, 1 de outubro de 2007
Ciúme...
é quando você pensa
Posted by eu? @ 15:55
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sábado, 29 de setembro de 2007
Bagunça.
Ela entrou naquela sala, outrora branca, e pensou: a sala está roxa e ainda assim tudo está bagunçado. Antigamente, quando era branca, tudo era uma bagunça, mas isso era normal. Estava acostumada com a bagunça branca. Mas bagunça roxa?! Definitivamente era estranho, e não pretendia se acostumar a isso, não queria, não gostava de bagunças, roxa então! Tentava desesperadamente arrumar as coisas, mas caía um papel aqui, um lápis ali, fotos do outro lado. As coisas não ficavam em seus lugares. Ela tentava todos os tipos de cola, fita adesiva, tudo que prendesse as coisas em seus devidos lugares. Nada adiantava. E agora, o que fazer? Bagunça roxa, definitivamente não! À medida que ela tentava colar, parecia que as coisas ficavam mais revoltadas e se negavam a ficar onde ela tentava colocar. Seria uma revolta contra ela? Parecia. Então, ela decidia deixar tudo como estava e saía.
Posted by eu? @ 15:16
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quinta-feira, 20 de setembro de 2007
...
Posted by eu? @ 13:24
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segunda-feira, 17 de setembro de 2007
Paixão roxa.

Posted by eu? @ 09:59
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sexta-feira, 7 de setembro de 2007
Eu me prendo tanto a detalhes, que às vezes parece que vou ficar louca...
Posted by eu? @ 23:54
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terça-feira, 4 de setembro de 2007
Transposição alterada...
Tem um amigo meu que diz que eu não gosto de nada que todo mundo gosta, que gosto do diferente... será que ele tá certo? Não, eu não sei a resposta. Às vezes eu me acho igual a todo mundo e em outras, totalmente diferente. Gosto do diferente sim, mas nem sempre. Por exemplo, quase todo mundo tem um blog e até eu mesma já o tive. E aqui estou, novamente tentando transpor meus pensamentos confusos para algum lugar.
Posted by eu? @ 18:22
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A historinha...

Posted by eu? @ 17:42
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