
quarta-feira, 30 de maio de 2012
Silêncios de ressaca
No princípio era o mistério. E eu achava aquilo desafiador e excitante, parecia que ela queria me puxar para dentro dela, como uma onda que regressa ao mar, e volta arrastando tudo: areia, alga, sujeira, nada. Silêncios de ressaca, sabe? O mistério estava justamente no silêncio, no indizível das coisas. O silêncio era o que sugava, de certa maneira. O problema é que com a mesma força que puxava, passou a sentir-se invadido. Ora, que contradição! Para quê puxar se não quer ser invadido? Mistérios deveriam existir para serem solucionados, não? Aquilo ia de encontro a toda a minha lógica. Contradição ambulante, carregando consigo tudo que conseguia, e até mais do que queria. O que queria? Será que sabia? Vai ver gosta de alga, mas detesta areia. Mas olha, sempre achei que era melhor levar sujeira do que nada. Talvez se fosse dia 2 de fevereiro levaria algo mais bonito.0 Comments
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